domingo, 7 de fevereiro de 2010

A maior dificuldade: saudade.

É bem perceptível dentro da AMAN e da EsPCEx as pessoas mudaram repentinamente de humor. Em um momento estão super felizes e, de repente, tornam-se completamente nervosas, sem querer conversar ou desabafar com os amigos.

Isso ocorre, na maioria das vezes, quando a pessoa é anotada por alguma falha ou escala de serviço sai e percebe-se o nome presente nos serviços de final de semana. A fúria sobe, mas ainda maior do que isso é a tristeza em saber que, mesmo no final de semana, terá de passá-lo como um dia normal: acordando cedo, respondendo aos toques de revista, indo para o rancho e, quando de serviço, fardado o dia inteiro.

Essa mudança repentina de humor é uma das demonstrações dos piores problemas quando se vive em internato: saudades. A fúria de passar mais um dia como se fosse dia com expediente é menos pior do que ter a certeza da proibição à visita à sua casa dos pais ou namorada.

É muito chato conviver com essa saudade. Alguns acabam por se acostumar à rotina de ficar longe da antiga residência, mas outros não compreendem e ficam desesperados quando são proibidos de saírem. Parece, mas não sei se é verdade, que aqueles que tem casa mais perto sofrem muito mais. É paradoxal, mas verdadeiro.

Quem mora ao lado de casa (cariocas e parte dos paulistas e mineiros) quer viajar para casa todo final de semana. Se ficam um desses dias na AMAN ou EsPCEx começam a desesperar-se, falam que é injustiça e a "crise do humor" aparece ainda mais forte.

Já os que moram longe tem a certeza de que só nos feriados prolongados (e bota prolongado) poderão ir para casa e, por isso, acostumam-se a esse distanciamento do lar. É como se acostumassem à máxima: Só se decepciona quem espera alguma coisa. Logo, quem tem a certeza de não ir para casa, acha tudo normal.

Outro fator de conforto são algumas ordens que parecem anistias: em feriados prolongados não haverá punição, mas, muito provavelmente, existirão serviços. Só torcer para não ter esse serviço e já arrumar as malas . Mas essa ordem depende muito do comando e só resta torcer.

Outros oficiais aceitam trocas de serviço. Um amigo se voluntaria e pega o serviço para o outro, mas isso é bastante polêmico e alguns comandantes não concordam. Outro ponto bastante interessante é ser atleta, pois não se tira serviço nos finais de semana e feriados, além de não tirarem serviços externos da companhia.

5 comentários:

Sirr Doidão disse...

haarr...muito bom,mais na minha opnião, o cara já tem que se preparar para ficar longe dos pais, familiares por um longo tempo...hehe, sem que haja estresses.Vlw Aê.
Abraços...

Anônimo disse...

dhis Sai daí Cadete

alô disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
alô disse...

não vejo nada de mais nisso, depois de se esforçar tanto pra entrar isso ai não faz a menor diferença o importante é que ja esta dentro e nao deve vacilar.

Anônimo disse...

Tm gente q se acha super-homem.

O q eu já vi de "piru de FE" e "machão" chorando no quarto ñ é brincadeira.